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mudança de paradigmas

De épico e louco o empreendedorismo tem um pouco

Por Abel Reis para o site Época      quinta-feira, 27 de julho de 2017

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De épico e louco o empreendedorismo tem um pouco

 

No ambiente digital, o empreendedorismo envolve persistência, visão do invisível, arrebatamento, ousadia.

É tênue a linha que separa o louco do lúcido. Imagine o que não pensaram, lá atrás, os primeiros interlocutores dos criadores da Apple, Uber ou Amazon ao ouvirem suas ideias? Antes do sucesso e dos aplausos, quão excêntricos, idealistas ou alucinados podem ter parecido, propondo soluções “bizarras”, que reinventaram não apenas indústrias, mas o próprio jeito de vivermos.

Há controvérsias - médicas, psicológicas e sociológicas - sobre em que medida a loucura inspira realizações artísticas, políticas, empresariais e outras. A força poética das obras de Arthur Bispo do Rosário resultava da esquizofrenia ou brotava apesar dela? A inteligência e sensibilidade do estadista Winston Churchill teriam relação com suas crises depressivas e a possibilidade de enxergar o mundo por ângulos diferentes? O autoritarismo e obsessão perfeccionista de Steve Jobs ajudaram ou atrapalharam na construção de uma das marcas mais poderosas da atualidade?

Difícil responder a essas perguntas. Mas há um denominador comum às ações empreendedoras. Há um quê de Dom Quixote em todo empreendedor. O cavaleiro da triste figura era insano. Obstinado e delirante, via beleza onde os demais enxergavam tragédia. Pelos seus olhos, Dulcinéia era donzela e não prostituta; uma simples hospedaria virava um castelo; e a vida comum, uma grande aventura. Ele também avistava monstros e inimigos imaginários, que o convocavam à luta. A sua capacidade de “sonhar mais um sonho impossível”, como na canção de Chico Buarque e Ruy Guerra, era o combustível que o movia, a despeito de obstáculos.

No ambiente digital, o empreendedorismo é altamente quixotesco. Envolve persistência, visão do invisível, arrebatamento, ousadia. Impulsionados pelo desejo de criar algo inédito, transformador e disruptivo (e também, claro, pela vontade de ganhar dinheiro e reconhecimento), jovens lideram start-ups, inventam aplicativos, lançam plataformas. Em casos extremos e bem-sucedidos, dão vida a um Facebook ou Instagram, redesenhando o mundo como conhecíamos até então.

Nos anos 1960, muito jovens mundo afora sonharam em melhorar o mundo com revoluções socialistas. Derrubar sistemas, ser de esquerda e aderir à contracultura foram ingredientes do imaginário jovem ocidental. A atuação política, coletiva e contra o estado dava o tom da mudança.  A partir do final dos 1990, empreendedorismo e inovação tornam-se bandeiras da juventude. A atuação econômica, individual e a favor do mercado apontam um novo caminho.

Une essas duas gerações o desejo de construir algo diferente. Também as conecta o sonho hippie de que a transformação precisa ser sustentável. Mesmo que ainda tenhamos muito a avançar, trabalhar de forma social e ambientalmente responsável foi uma herança incorporada pelos empreendedores digitais. Opinião sobre qual a mudança mais necessária, seja a idealizada nos anos 1960 ou em 2000, cada um tem a sua.  O que não pode faltar é sonho --por mais insano e inatingível que ele pareça.

 

Por Abel Reis para o site Época

 

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