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"Empreendedorismo é algo que se aprende. Ninguém nasce sabendo tocar o próprio negócio"

Fonte: Época Negócios      domingo, 22 de outubro de 2017

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"Empreendedorismo é algo que se aprende. Ninguém nasce sabendo tocar o próprio negócio"

(SANTIAGO IÑIGUEZ )Fonte/Imagem: Época Negócios 

 

Presidente-executivo da espanhola IE, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo, Santiago Iñiguez fala sobre o prazer de empreender e aponta os passos necessários para o sucesso - o caminho começa com o interesse por história e também literatura, ele defende.

Durante os 12 anos em que comandou a IE, escola de negócios que em pouco tempo tornou-se uma das mais importantes do mundo, o espanhol Santiago Iñiguez já ajudou a formar uma porção de líderes e aproximou-se de outros tantos - é colega por exemplo de Richard Branson, o fundador da Virgin.

Hoje, como presidente-executivo da IE, Iñiguez continua encampando uma de suas mais antigas e importantes bandeiras: "empreender é algo que se aprende", ele diz.

Iñiguez foi um dos convidados palestrantes do Festival de Cultura Empreendedora, iniciativa dos três veículos da editora Globo especializado em economia e negócios - Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Época Negócios e Valor Econômico. A jornalista Stela Campos, editora de Carreiras do Valor mediou o debate, que reuniu na plateia empreendedores, acadêmicos e empresários de vários locais do país.

Nacionalismo x globalização sem volta
Iñiguez iniciou seu discurso discorrendo sobre o momento atual do mundo e o impacto disso no empreendedorismo. "Apesar de o populismo e o nacionalismo estarem ganhando força, sobretudo nos Estados Unidos, a globalização é um movimento sem volta, irreversível", diz ele.

E para os empreendedores, acrescentou, isso é algo muito bom porque (a globalização) permite que se crie uma empresa em São Paulo, por exemplo, e que seus serviços sejam oferecidos em qualquer lugar do mudou ainda que se tenha acesso a profissionais qualificados de várias outras regiões.

Um dos pioneiros no esforço de colocar o empreendedorismo como tema de grande relevância dentro das escolas de negócios e também em incentivar estudantes de administração e MBAs a enxergar a construção de um negócio próprio como uma boa possibilidade de carreira (tão interessante ou mais interessante que aquelas forjadas em bancos de investimento ou grandes corporações), Iñiguez destacou a importância do aprendizado como uma das principais ferramentas para uma trajetória bem-sucedida a todos que escolhem empreender. "Eu não concordo com quem diz que o empreendedorismo é como habilidade inata a algumas pessoas", diz. "Há várias virtudes que podem ser desenvolvidas, conhecimentos que podem ser adquiridos capazes de impulsionar os negócios."

Iñiguez destaca anida que o aprender ou aprimorar o conhecimento é algo que deve ser realizado em qualquer estágio da vida. "Geralmente, as pessoas pensam apenas em jovens, mas qualquer pessoa, em qualquer idade devem estar abertas a adquirir esse conhecimento." E, se você acredita que já sabe tudo, é sempre possível aprimorar.

Iñiguez cita ao menos três dessas virtudes ou posturas que, para ele, são fundamentais aos empreendedores com pretensões de se tornarem globais.

 

1-Visão estratégica

"Isso não está relacionado a nenhuma capacidade paranormal", brincou Iñiguez. Visão estratégica, ele explica, é a capacidade de vislumbrar o mundo, os acontecimentos presentes, sua indústria ou setor e, a partir disso, pensar em possibilidades para o negócio.

Para que esse processo possa fluir com mais facilidade, é importante ao empreendedor um bom conhecimento sobre matérias humanas não diretamente relacionadas à gestão ou negócios. "Interessar-se por história, literatura, ciências humanas no geral, aumentam a capacidade de uma pessoa fazer uma leitura interessante do mundo, de compreender as pessoas, as transformações e ter boas ideias".

 

2-Paixão pelo próprio empreendimento

Iñiguez usa a história do colega Richard Branson, fundador da Virgin, para ilustrar a importância do amor pelo trabalho. "É fundamental que você sinta orgulho do que faz", diz Iñiguez.

No primeiro momento, o dinheiro não precisa ser a coisa mais importante, ele explica. "Quando fazemos algo do qual temos orgulho, que nos dá motivação, o dinheiro acaba vindo como consequência."

 

3-Tolere os fracassos

É uma lição bastante clássica no empreendedorismo, mas a verdade, explica Iñiguez, é que as pessoas ainda tem baixíssima tolerância a errar. Os fracassos podem, sim, ser uma coisa boa. "Você pode aprender com ele muito mais do que aprende com o sucesso".

Madrilenho e dono de uma casa no nordeste brasileiro, Iñiguez confessou ser um apoixonado pelo Brasil. "No próximo encontro, se for convidado a palestrar como agora, prometo a vocês que estarei falando português", disse a plateia. "Já estou estudando."

O empenho em aprender é mesmo coerente a alguém que como ele defende a educação como ferramenta para várias transformações.

 

Fonte: Época Negócios​

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